“Obra de Galvão é fundamental para o Projeto Baleia Jubarte”, afirma coordenador

Na manhã desta terça-feira, 21, o coordenador de comunicação do Projeto Baleia Jubarte, Enrico Marcovaldi, concedeu uma entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM. Na ocasião, ele falou sobre o projeto, as baleias e o a obra que está sendo construída nas empenas do grupo A TARDE.

Nascido no final da década de 90, o projeto começou com a implantação do Parque Marinho de Abrolhos, primeiro do Brasil, localizado no sul do estado. “Nas nossas idas e vindas para a implantação do parque encontramos uma pequena porção de baleias e descobrimos que eram baleias jubarte. Desde então surgiu o projeto”, afirma Enrico.

Ao ser questionado por Jefferson Beltrão e Fernando Duarte, o coordenador contou que no início do projeto, o recenseamento demográfico era de duas mil baleias. Com a proibição da caça mundial em 1986 e, no Brasil em 87, a população voltou a crescer e hoje a estimativa é superior a 20 mil baleias. Por esse motivo, a incidência das jubarte no litoral norte é tão expressiva.

Fabricadas e nascidas na Bahia, o período de gestação da espécie é de 11 meses. As fêmeas vêm ao litoral para copular, vão a Antártica se alimentar e ela retorna depois do período gestacional para terem os filhotes aqui, então eles são legitimamente baianos.

Assim, também, é a obra de Diogo Galvão que fez participação no programa que foi ao ar nesta terça-feira. O artista responsável por assinar a pintura na lateral do prédio do Grupo A TARDE com 342 m² de superfície retrata, junto às duas grandes baleias coloridas de dimensão original, dois rostos com traços baianos.

“Cada baleia tem um rosto em segundo plano de uma personagem mulher negra, que simboliza a nacionalidade das baleias que vêm procriar aqui no litoral do estado”, afirma Diogo Galvão.

No ano passado, o artista teve a oportunidade de fazer uma “baleiada” – denominação dada ao passeio de barco para encontrar os diversos grupos de baleias no litoral – e conseguiu contemplar, em duas saídas, mais de 30 desses mamíferos.

Atualmente, o Projeto Baleia Jubarte possui atuação sistemática na Bahia e Espírito Santo e pontual em outros pontos da costa, através de expedições e campanhas específicas. O conhecimento obtido nas pesquisas é utilizado para contribuir para as políticas públicas nacionais e internacionais de conservação das baleias e dos oceanos onde elas vivem.

*Sob supervisão da editora Thais Seixas

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